Este silêncio da noite
e o bater acelerado do coração...
Saudades de ti.
quarta-feira, 10 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Mulher, mundo!

Mulher, mundo.
Em teus braços acordo mesmo sem te ter
em teus olhos espelho mesmo sem te ver
no meu corpo moras para eu poder viver.
.
És do céu e do mar em infinito.
És da terra quente uma paixão doce que grito
És do sol e da lua o brilho mais bonito.
.
Em ti me perco mulher, mundo.
Que nem o infinito é tão profundo
como este amar-te a cada segundo.
.
És mulher, mãe, avó, tia, amiga, prima...
Coração em cada gesto, em cada rima...
Anjo eterno em cada verso que sublima.
.
Em ti vejo a força, a determinação e o viver
Mesmo quando me esqueces quero-te querer
Porque te amo mesmo sem saber.
.
Mulher mundo, mulher amor, mulher desejo...
Mulher do meu peito, da respiração em cada beijo
Te ame cada ser do mundo como eu te vejo!
rainbowsky
(Dedicado a todas as mulheres do mundo, porque além do oxigénio há o perfume, uma grande mulher em cada coração que sente verdadeiramente o amor... com infinitude! E a ti em especia... minha estrela...)
Em teus braços acordo mesmo sem te ter
em teus olhos espelho mesmo sem te ver
no meu corpo moras para eu poder viver.
.
És do céu e do mar em infinito.
És da terra quente uma paixão doce que grito
És do sol e da lua o brilho mais bonito.
.
Em ti me perco mulher, mundo.
Que nem o infinito é tão profundo
como este amar-te a cada segundo.
.
És mulher, mãe, avó, tia, amiga, prima...
Coração em cada gesto, em cada rima...
Anjo eterno em cada verso que sublima.
.
Em ti vejo a força, a determinação e o viver
Mesmo quando me esqueces quero-te querer
Porque te amo mesmo sem saber.
.
Mulher mundo, mulher amor, mulher desejo...
Mulher do meu peito, da respiração em cada beijo
Te ame cada ser do mundo como eu te vejo!
rainbowsky
(Dedicado a todas as mulheres do mundo, porque além do oxigénio há o perfume, uma grande mulher em cada coração que sente verdadeiramente o amor... com infinitude! E a ti em especia... minha estrela...)
terça-feira, 2 de março de 2010
A carta

Há apenas o silêncio e uma noite dolorosamente escura. Para lá das montanhas
um espaço violeta faz rascunhos no céu que se pinta de estrelas - invadem os
meus olhos como as bolas de naftalina que existem no roupeiro que fiz à medida
para a alma. Mas ela é de um tamanho imensurável e explodi no grito da tua
ausência.
Esqueceste-me ou queres ingorar-me para me magoar sem que eu saiba porquê. Não
sei construir impérios e jogos de estratégia são como uma selva indecifrável
que me ata com força à loucura.
Pergunto-me vezes sem conta a razão para me sorrires da tua foto que pendurei
na parede - aquela que tirei à muito tempo - quando o santuário acalmando o
meu coração tinha a voz de fundo dentro de mim, e o porquê de ser agora, não
mais que um simples verme perdida na lama?
OS dias amontoam-se e fazem buracos no corpo como se disparasses uma arma de
calibre destrutivo e se pudesse vislumbrar através do meu corpo a paisagem e
o céu azul; o vento e as nuvens correndo para longe.
O mar ondula com marés vivas, águas poderosas contra as rochas que olho com
nostalgia, incrédulo, sem esperança. As noites são cada vez mais frias e a
brisa marítima que me entra pelas narinas tem uma magia negra que me provoca
náuseas e me deixa desmaiado na areia.
A luz do farol apagou-se. Viajo num barco, à deriva de mim. Sou passageiro
único de uma viagem que parece não ter fim. Essa viagem a que chamam saudade
é muda, cega e surda. Não tacteia a minha pele nem sinto o seu perfume. Mas
o coração apertado dói. Imenso.
Às vezes penso que o amor me trouxe a sina da crueldade. A paixão rompeu o meu
sossego, mas deixei de conseguir morder os lábios doces com a ternura das horas
mais harmoniosas. Por isso grito do alto das falésias, mas o meu grito é
demasiado ferido para se ouvir.
Descobri que estou cada vez mais sozinho. Que perdi em todas as palavras o
sentido que poderia ter a vida na sua plenitude. Já não posso voar. Apenas
uma asa me sai das costas e vislumbro o abismo cada vez mais amplo. Não há
janelas no meu quarto, mas também deixei de ver o luar.
Hoje sei que não sou amado por ninguém. Vivo com as intempéries que me vão
secundando nas minhas palestras ao espelho. Nesses momentos tudo está ainda
mais ao contrário, e a luz ténue vai fugindo...
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Tempestade no coração

Querendo a aguarela
respirar-me na tempestade celeste
saciavam-se com pétalas de fogo
e areia fina em chuvisco
e vertendo insalubres
e penetrantes rasgos de memória
aqueles olhos onde a raiva esculpia
sombras de madeira
jamais planeadas na rota
mais fria do meu rosto.
.
O gesto oco da voz
que incidia na omoplata florida
submergia num sorriso irónico
que o vento teimava em sacudir
perante o som de pregos de aço
martelados entre os dedos
como se eu esperasse a redenção
das folhas onde escrevi
palavras que nunca lembro
nos momentos em que te sonho.
.
Sei de cor que foram muitas
as vezes que me deixaste amargurado
com as sílabas que foste proferindo
em dias de intempéries
ou mesmo quando o sol escarlate
tombava sem receio sobre o mar
eu sentia o chamamento
da fina película de óleo nas ondas
que me incendiava os poros
na esperança que surgisses na tela.
.
Não se ouvia mais nada
para lá das muralhas em ruínas tristes
Onde silenciosamente
teimavam em pousar as gaivotas viajantes
Fui-me perdendo nas horas
onde o quartzo nunca foi sugerido
para manter um rigor de horas
minutos e segundos elegantes.
.
Gélida a tempestade no coração.
.
Mesmo querendo emoldurar
a saudade nunca saberei pintá-a
porque é impossível descobrir
a dimensão que ela tem!
Como não tem dimensão
tudo aquilo que és
e tudo o que sinto por ti.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Pesca(dor)

.
Coloquei o aquário sobre o tapete grande e vermelho da sala.
Lançei a cana de pesca do positivismo que ganhei durante
toda a minha vida(um pequeno rasgo de vida) e sentei-me
à minha espera. Sem isco, sem voz, perdi-o todo de uma só
vez num segundo maldito e isso foi um rombo demasiado grande
na minha existência para não naufragar ao largo de mim mesmo,
pois espalharia os vidros pelo tapete e os peixes morreriam
com a mesma sede com que pescava sem anzol aquela dor.
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Gostava de pescar a minha inocência de quando não era infeliz,
mergulhar nas águas e nadar com as raias e cumprimentar os tubarões,
mesmo que eles insistissem em seguir-me depois de lhes dizer
adeus. No fundo, tornar-me pescador que sorri quando regressa
a casa, depois de um dia que começa mesmo antes do sol nascer;
ser como os anjos que habitam as águas e deliram com a luz nos
corais. Descobrir porque choro, quando a vida foi feita para sorrir,
e lançar as redes para o jardim cheio de pétalas perfumadas.
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Sinto tanto a tua falta.
Preciso tanto de ti.
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