domingo, 10 de outubro de 2010

Saudade, dor e amor...


Duas da manhã.
Sem saber quando vou parar de escrever.
Sem saber se algum dia teus olhos lindos
irão ler cada palavra.
O sono deixou de vir.
Arde no peito a saudade que tenho na tua ausência.
O silêncio continua a dilacerar-me as entranhas.
amordaça-me o peito, rasga-me a carne, faz doer,
numa dor sem fim.
.
No banco de trás
está ainda o teu cheiro,
o sabor do teu corpo
que deixa sedentos os meus lábios,
nesta ânsia infinita de ter-te nos meus braços,
merbulhar no fundo de ti e amar-te com todas as forças
do amor intemporal que sinto.
.
Não foram apenas momentos de prazer,
mas um intenso despertar do amor mágico que senti...
e quero acreditar que na tua pele e nas tuas entranhas
treme ainda o desejo, de fazer verdadeiramente amor,
e não o sentimento de ter sido algo sem sentido.
Acreditar que na verdade achaste e sentiste mágico e inesquecível
como eu senti.
.
Arde-me o corpo, nesta crescente saudade
de sentir-te, de tocar-te, de beijar-te, acarinhar-te
e fazer de ti a mais perfeita das flores
fecundadas pelos sentimentos mais puros.
.
Este respirar de tristeza de não poder sentir-te nesta noite gélida
que me atravessa a alma e o coração...
sem poder dizer-te que por mais profunda que seja a mágoa
é muito maior este amor impossível de esquecer
ou aniquilar...porque és príncipio e fim,
e estás no meio de tudo onde te amo para lá da eternidade.
.
As lágrimas correm pela face,
a vida passa-me diante dos olhos
e eu sinto falta do abraço forte de domingo à tarde
que me limpou as lágrimas
e que eu nunca mais queria que partisse,
e queria abraçar agora.
.
A cabeça explode de amargura.
No banco de trás permanecem ainda os presentes que restam
e nem tive oportunidade de te oferecer.
O livro "Um anjo chamou por mim",
porque queria demonstrar-te
que se eu era o anjo que te despertara para a vida,
também jamais deixaria de te guardar no mundo;
Hoje sei que apesar da dor infinita, serei sempre esse anjo que pedirá por ti,
que velará o teu sono e protegerá a tua alma
das intempéries, mesmo que me esqueças para sempre.
.
Olho o espelho, imagino o colar de ametistas dando ainda mais cor à tua beleza,
alimentando ainda mais o teu sorriso que sempre me deixou a respiração aos saltos.
.
Dois frascos serenam num pequeno saco de fita vermelho escuro.
Aloe vera e água do mar, óleos de massagem.
Olho as minhas mãos vazias da tua pele sedosa,
imagino-as deslizando em silencio, ondulando ternura em cada gesto.
O corpo em transe, a flutuação, a leveza, a calma, tranquilidade e amor
em cada toque eneérgico e suave na ponta dos dedos.
.
Adormeço e acordo,
grito e gesticulo.
Dói e volta a doer a solidão.
Este amor que as minhas mãos e o meu corpo possuem
e não podem transmitir.
.
Não sei se a incógnita é ainda algo que possa pensar.
Vejo-me dor e dor, e no silêncio não ouço a tua voz,
não há um gesto, não há um sopro, nã há uma luz
que ilumine a minha alma afogada na escuridão da tua ausência.
.
Perco-me, só.
Penso se continuo a invadir a tua casa e a entrar nos teus sonhos,
ou se me esqueceste de vez, contrariando as palavras
com que me dizias ser impossível.
.
E nada me resta
senão a dúvida de ser algo, pot muito ínfimo que seja,
ou se é apenas a minha estupidez que tem esperança em ser o que quer que seja,
não querendo acreditar que não seja absolutamente nada de nada.
.
E rasga-se tudo. A voz que me falta para gritar esta infindável tortura,
o tacto para poder tocar teu corpo e amar-te,
o olfacto para poder cheirar tua pele doce,
a audição que me permita ouvir um amo-te que era apenas sonho
e que provavelmente nunca tenhas sentido por mim...
o paladar de saborear-te por dentro e por fora,saborear teu beijo
e teu riso, teu interior ardente e teu exterior arrepiado.
.
A chuva cai no vidro do carro.
Desta vez estou só. Apenas o pensamento e o amor que sinto
te mantêem por perto.
O chão está coberto de lama,
o campo de futebol está vazio
e é avassalora a calma e a solidão.
.
Tenho frio.
Não ouço o teu gemido, não consigo fundir-me em ti
para te dizer que te amo além do tempo, das palavras, de tudo,
para além do céu, da terra, do mar, da chuva, das estrelas, do universo.
Os vidros não estão embaciados, e não posso desenhar-te o meu coração em chamas
que derrete em cada segundo que te sinto em mim,
nas profundezas do meu coração.
.
Fecho os olhos,
ouço o vento bater no vidro ligeiramente aberto.
Morro de tédio, morro sem ti.
Aqui nada acontece.
Aqui estou eu, só, sem ti.
.
Foges de mim,
foges sem parar.
.
Das rosas que te dei (se ainda existirem) guardas as lágrimas que verti sobre as pétalas
da tristeza que senti.
A noite veio mais depressa, as horas passaram e eu permaneci só.
.
Falaram-me de competição num impulso,
mas nao consigo reagir a esse tipo de gesto.
O amor para mim não é uma competição, nem tão pouco insulto ou devaneio.
O amor é um espaço só:
dois corações fundidos,
dois corpos unidos,
duas almas entrelaçadas,
lábios em uníssono,
num olhar musical.
.
Rodopio nos sentimentos.
Enlouqueço na tua ausência.
Os meus olhos talvez não sejam lindos,
meu corpo talvez não seja esbelto,
meu rosto talvez não seja bonito,
meus sentidos talvez não sejam perfeitos...
mas há em mim uma indestrutível certeza: que sinto,
que pressinto, que me move, me alimenta:
de amar... o amor da minha vida.
.
O pescoço dói submerso na falta de luz,
as costas dormentes não recebem beijos,
o resto de mim é apenas deserto sem toques de ti.
.
A magia teria ainda mais magia,
havia diversas surpresas para a noite mais perfeita,
e então vieram as garras da noite
cortar-me o peito de forma selvagem.
.
Fiquei imóvel horas a fio
no mesmo banco onde tanto me movi antes.
Preso à angústia infernal, sufoquei.
A música de fundo não paráva.
Eu estava, tu não.
.
Vim embora.
Nunca a noite tivera tantas estrelas.
Nunca eu sentira tanta dor.
Eram fogo no céu queimando-me por dentro e nunca mais adormeci.
.
Nos meus sonhos os pesadelos sucedem-se.
O muro alto voltou a atormentar-me.
Afogo-me, morro, desespero.
Estico as mãos na esperança da tua mão.
O pesadelo é ainda maior.
Morria sem saber que podiam salvar-me.
Agora morro sem ti.
Talvez já não morra da água, talvez morra apenas
da dor.
.
Cravo a mão no peito sobre o coração.
O peito dói na ansiedade que não pára.
O copo de água e o círculo que tomo já não me acalmam
mesmo quando aumento a dose.
Pericardite, penso.
E tento esquecer os corredores vazios,
o negro da noite que outrora me aterrorizava.
.
Dói cada vez mais a cada segundo que passa.
Nada faz sentido sem ti.
.
Vou fechar o vidro, ligar o carro e voltar a casa.
Deitar a cabeça na almofada e gritar em silêncio.
Sou morcego sem tecto, peluche sem abraço,
esqueleto sem corpo onde sentir conforto.
.
O verbo sonhar é cada vez mais profundo,
a incógnita ou não significa nada,
ou talvez um dia ainda saiba,
por entre as raízes do silêncio
e os abismos da saudade
aquilo que sou.
.
Talvez um dia o amar-me que existe
apenas não sei, se revele.
Desistir? Nunca, nunquinha!
.
Por entre toda a mágoa qu me dilacera penso na luz,
rezo por ti.
Porque maior que a dor de nao te abraçar
doi-me mais imaginar a dor que te fustiga a cabeça
e as dificuldades que aumentarão.
Já nem penso na dor do coração, porque me importa mais
rasgar-te essa dor, afastar o enjoo e a nausea,
abraçar-te em silencio, de perto, ao longe...
tocando, imaginando, mas sempre amando.
.
Porque por muito que me magoes, por muito que me possa doer sem fim,
nada me doi mais do que saber da tua dor, entrar dentro de mim.
Se pudesse ficava com toda a tristeza, com toda a mágoa, toda a angustia,
todo o medo que sentes e qualquer tipo de dor.
Sou apenas nada, e não importaria, se algo permitisse saber-te
em qualquer momento feliz.
.
Do amor que sinto,
não me importo que Deus me faça carregar todos os suplícios.
Se trocaria qualquer fortuna do mund por ti,
também suportaria qualquer dor para te ver sorrir.
.
E amo-te de olhos fechados,
de cabelos curtos ou alongados,
na noite ou no dia,
na ternura ou na dor,
porque amo em qualquer situação.
Na ternura, num espaço de loucura,
fofinha... num suspiro,
num toque da tua mão
que amo de forma igual.
.
Por agora permaneço nada, no nada que sou.
Vazio, solitário, triste, num mundo onde nada faz sentido,
mas onde sei que dás sentido a tudo
porque és o meu princípio sem fim, estás no meio de tudo
e amo-te onde as palavras não chegam,
onde os gestos não tocam,
onde eu sinto
e sei
que pode acabar o mundo,
pode criar-se outro,
vás onde fores, estejas onde estiveres,
amor da minha vida,
serás para sempre
o tudo que preciso
porque
SEM TI...
nada tenho!

Amo-te.

03:h 51m
10-10-2010

Saudade...

Duas da manhã.
Sem saber quando vou parar-
O sono deixou de vir.
Arde no peito a saudade que tenho na tua ausência.
O silêncio continua a dilacerar-me as entranhas.
amordaça-me o peito, rasga-me a carne, faz doer,
numa dor sem fim.
.
No banco de trás
está ainda o teu cheiro,
o sabor do teu corpo
que deixa sedentos os meus lábios,
nesta ânsia infinita de ter-te nos meus braços,
merbulhar no fundo de ti e amar-te com todas as forças
do amor intemporal que sinto.
.
Não foram apenas momentos de prazer,
mas um intenso despertar do amor mágico que senti...
e quero acreditar que na tua pele e nas tuas entranhas
treme ainda o desejo, de fazer verdadeiramente amor.
.
Arde-me o corpo, nesta crescente saudade
de sentir-te, de tocar-te, de beijar-te, acarinhar-te
e fazer de ti a mais perfeita das flores
fecundadas pelos sentimentos mais puros.
.
Este respirar de tristeza de não poder sentir-te nesta noite gélida
que me atravessa a alma e o coração...
sem poder dizer-te que por mais profunda que seja a mágoa
é muito maior este amor impossível de esquecer
ou aniquilar...porque és príncipio e fim,
e estás no meio de tudo onde te amo para lá da eternidade.
.
As lágrimas correm pela face,
a vida passa-me diante dos olhos
e eu sinto falta do abraço forte de domingo à tarde
que me limpou as lágrimas
e que eu nunca mais queria que partisse,
e queria abraçar agora.
.
A cabeça explode de amargura.
No banco de trás permanecem ainda os presentes que restam
e nem tive oportunidade de te oferecer.
O livro "Um anjo chamou por mim",
porque queria demonstrar-te
que se eu era o anjo que te despertara para a vida,
também jamais deixaria de te guardar no mundo;
Hoje sei que apesar da dor infinita, serei sempre esse anjo que pedirá por ti,
que velará o teu sono e protegerá a tua alma
das intempéries, mesmo que me esqueças para sempre.
.
Olho o espelho, imagino o colar de ametistas dando ainda mais cor à tua beleza,
alimentando ainda mais o teu sorriso que sempre me deixou a respiração aos saltos.
.
Dois frascos serenam num pequeno saco de fita vermelho escuro.
Aloe vera e água do mar, óleos de massagem.
Olho as minhas mãos vazias da tua pele sedosa,
imagino-as deslizando em silencio, ondulando ternura em cada gesto.
O corpo em transe, a flutuação, a leveza, a calma, tranquilidade e amor
em cada toque eneérgico e suave na ponta dos dedos.
.
Adormeço e acordo,
grito e gesticulo.
Dói e volta a doer a solidão.
Este amor que as minhas mãos e o meu corpo possuem
e não podem transmitir.
.
Não sei se a incógnita é ainda algo que possa pensar.
Vejo-me dor e dor, e no silêncio não ouço a tua voz,
não há um gesto, não há um sopro, nã há uma luz
que ilumine a minha alma afogada na escuridão da tua ausência.
.
Perco-me, só.
Penso se continuo a invadir a tua casa e a entrar nos teus sonhos,
ou se me esqueceste de vez, contrariando as palavras
com que me dizias ser impossível.
.
E nada me resta
senão a dúvida de ser algo, pot muito ínfimo que seja,
ou se é apenas a minha estupidez que tem esperança em ser o que quer que seja,
não querendo acreditar que não seja absolutamente nada de nada.
.
E rasga-se tudo. A voz que me falta para gritar esta infindável tortura,
o tacto para poder tocar teu corpo e amar-te,
o olfacto para poder cheirar tua pele doce,
a audição que me permita ouvir um amo-te que era apenas sonho
e que provavelmente nunca tenhas sentido por mim...
o paladar de saborear-te por dentro e por fora,saborear teu beijo
e teu riso, teu interior ardente e teu exterior arrepiado.
.
A chuva cai no vidro do carro.
Desta vez estou só. Apenas o pensamento e o amor que sinto
te mantêem por perto.
O chão está coberto de lama,
o campo de futebol está vazio
e é avassalora a calma e a solidão.
.
Tenho frio.
Não ouço o teu gemido, não consigo fundir-me em ti
para te dizer que te amo além do tempo, das palavras, de tudo,
para além do céu, da terra, do mar, da chuva, das estrelas, do universo.
Os vidros não estão embaciados, e não posso desenhar-te o meu coração em chamas
que derrete em cada segundo que te sinto em mim,
nas profundezas do meu coração.
.
Fecho os olhos,
ouço o vento bater no vidro ligeiramente aberto.
Morro de tédio, morro sem ti.
Aqui nada acontece.
Aqui estou eu, só, sem ti.
.
Foges de mim,
foges sem parar.
.
Das rosas que te dei (se ainda existirem) guardas as lágrimas que verti sobre as pétalas
da tristeza que senti.
A noite veio mais depressa, as horas passaram e eu permaneci só.
.
Falaram-me de competição num impulso,
mas nao consigo reagir a esse tipo de gesto.
O amor para mim não é uma competição, nem tão pouco insulto ou devaneio.
O amor é um espaço só:
dois corações fundidos,
dois corpos unidos,
duas almas entrelaçadas,
lábios em uníssono,
num olhar musical.
.
Rodopio nos sentimentos.
Enlouqueço na tua ausência.
Os meus olhos talvez não sejam lindos,
meu corpo talvez não seja esbelto,
meu rosto talvez não seja bonito,
meus sentidos talvez não sejam perfeitos...
mas há em mim uma indestrutível certeza: que sinto,
que pressinto, que me move, me alimenta:
de amar... o amor da minha vida.
.
O pescoço dói submerso na falta de luz,
as costas dormentes não recebem beijos,
o resto de mim é apenas deserto sem toques de ti.
.
A magia teria ainda mais magia,
havia diversas surpresas para a noite mais perfeita,
e então vieram as garras da noite
cortar-me o peito de forma selvagem.
.
Fiquei imóvel horas a fio
no mesmo banco onde tanto me movi antes.
Preso à angústia infernal, sufoquei.
A música de fundo não paráva.
Eu estava, tu não.
.
Vim embora.
Nunca a noite tivera tantas estrelas.
Nunca eu sentira tanta dor.
Eram fogo no céu queimando-me por dentro e nunca mais adormeci.
.
Nos meus sonhos os pesadelos sucedem-se.
O muro alto voltou a atormentar-me.
Afogo-me, morro, desespero.
Estico as mãos na esperança da tua mão.
O pesadelo é ainda maior.
Morria sem saber que podiam salvar-me.
Agora morro sem ti.
Talvez já não morra da água, talvez morra apenas
da dor.
.
Cravo a mão no peito sobre o coração.
O peito dói na ansiedade que não pára.
O copo de água e o círculo que tomo já não me acalmam
mesmo quando aumento a dose.
Pericardite, penso.
E tento esquecer os corredores vazios,
o negro da noite que outrora me aterrorizava.
.
Dói cada vez mais a cada segundo que passa.
Nada faz sentido sem ti.
.
Vou fechar o vidro, ligar o carro e voltar a casa.
Deitar a cabeça na almofada e gritar em silêncio.
Sou morcego sem tecto, peluche sem abraço,
esqueleto sem corpo onde sentir conforto.
.
O verbo sonhar é cada vez mais profundo,
a incógnita ou não significa nada,
ou talvez um dia ainda saiba,
por entre as raízes do silêncio
e os abismos da saudade
aquilo que sou.
.
Talvez um dia o amar-me que existe
apenas não sei, se revele.
Desistir? Nunca, nunquinha!
.
Por entre toda a mágoa qu me dilacera penso na luz,
rezo por ti.
Porque maior que a dor de nao te abraçar
doi-me mais imaginar a dor que te fustiga a cabeça
e as dificuldades que aumentarão.
Já nem penso na dor do coração, porque me importa mais
rasgar-te essa dor, afastar o enjoo e a nausea,
abraçar-te em silencio, de perto, ao longe...
tocando, imaginando, mas sempre amando.
.
Porque por muito que me magoes, por muito que me possa doer sem fim,
nada me doi mais do que saber da tua dor, entrar dentro de mim.
Se pudesse ficava com toda a tristeza, com toda a mágoa, toda a angustia,
todo o medo que sentes e qualquer tipo de dor.
Sou apenas nada, e não importaria, se algo permitisse saber-te
em qualquer momento feliz.

.
Insónia atormenta-me
mas por entre a minha fragilidade
sou uma força da natureza
que a tempestade nao derruba,
que a dor não tomba,
e que nada fará desistir.
.
Do amor que sinto,
não me importo que Deus me faça carregar todos os suplícios.
Se trocaria qualquer fortuna do mund por ti,
também suportaria qualquer dor para te ver sorrir.
.
Por agora permaneço nada, no nada que sou.
Vazio, solitário, triste, num mundo onde nada faz sentido,
mas onde sei que dás sentido a tudo
porque és o meu princípio sem fim, estás no meio de tudo
e amo-te onde as palavras não chegam,
onde os gestos não tocam,
onde eu sinto
e sei
que pode acabar o mundo,
pode criar-se outro,
vás onde fores, estejas onde estiveres,
amor da minha vida,
serás para sempre
o tudo que preciso
porque
SEM TI...
nada tenho!

Amo-te.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dor

-
-
-
Sou um anjo que despertou para a vida?
Não.
Sou tudo para ti?
Não.
Lindo?
Não. Horrível.
Capa de jornal?
Não. Só um estúpido sonha assim.
Carinhoso?
Não. Apenas qualquer coisa sem sabor.
Fofinho?
Não. Apenas um esqueleto inútil.
Olhos lindos?
Só se for noutro planeta.
Amor da vida de alguém só que apenas ainda não sei?
Não. Agora sei. Não sou absolutamente nada.
Dizes amo-te porque me amas?
Não, amar um idiota não interessa.
Incógnita?
Não, agora já sei.
.
Não sou amor da vida,
nem anjo salvador...
apenas vazio...
mágoa e dor..
.
Sou?
Nada.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010




Quando me deito sobre os lençóis frios a tua ausência é maior que o escuro que invade o quarto. Nos teus olhos há uma jangada que flutua na tempestade. Eles andam sobre as ondas, trémulos, receosos. Tuas mãos tremem, teu coração palpita, sente. Mas com o sentir há uma seta feroz que faz caminhar devagar. O sol desce sobre as colinas ao fim da tarde, as tuas pálpebras fecham-se quando a noite já vai alta, mas diferem da tranquilidade quando se voltam a abrir a meio da noite, e um zumbido nos ouvidos de uma voz que sacode a alma de tão volátil e agreste que é. Há uma penumbra e um nevoeiro no caminho que sabes e queres seguir mas tens receio de falhar os passos, medo de falhar os rochedos certos para não caires no abismo. Medo de cair da muralha. Medo de perder a pedra mais preciosa do mundo, irrequieta, a tua paixão mais pura e genuína. Tudo é tão complicado, o céu é pontuado de estrelas mas os dedos entrelaçados são um perfume que se conjuga muitas vezes no singular quando desejamos estar perto, quando queremos estar juntos e não é possível. Mas há um sinal que não se pode esquecer: O amor. E os meus olhos tinham amargura. E eu vivia na minha solidão. E não conhecia os teus olhos. Mas sabia que existias. Estavas no meu céu. Via o teu brilho. Perguntava à estrelinha: - És tu meu amor? Aparece, fala-me de ti. E um dia vi-te. E nesse dia falaste-me sem sequer imaginares que me falavas. E eu senti. E eu vi. E eu sinto. E eu vejo. E eu quero. . As noites são frias. Os medos tão grandes. Mas a esperança, infinita. Quero-te e sei que me queres. Levanta-te... dá um passo... de tiveres de recuar um para avançar dois fá-lo. Estou, estarei sempre de mão estendida à tua espera. Espero, Espero... Tenho medo que desistas. . Ouço os murmúrios irrequietos que povoam a tua alma. Tens asas, conseguirás voar, mas receias não conseguir abrir-las no primeiro voo. . As estrelas estão sempre no céu mesmo quando as nuvens e a penumbra teimam em não deixá-las visíveis. Assim como elas, também não consegues ver-me por vezes mas estou mesmo ali. . O teu desejo de atingir um sorriso supremo é grande, o teu desejo de ser feliz é extremo o desejo de mudança é certo. A tua cabeça gira a mil à hora. És como um atleta de saltos para a água que tem vestigens. Ora avanças sobre a prancha ora recuas, e a cada vez que ficas indecisa o pânico cresce, a prancha parece mais pequena e a altura cada vez maior!!! . As consequências, essas interrogações que fazem tremer o coração levando-o à inércia fazendo-o sofrer ainda mais. É como uma bola de neve, inocente, pequenina, leve que se atira de um lado para o outro e faz sorrir numa brincadeira. Depois rola, aumenta: assusta. As mãos tapando os ouvidos para não morder a voz que chora. . Mas há um guerreiro no mais íntimo lugar secreto que te compõe. Dá-te força, mantém-te viva, dá-te esperança. Só precisa que o tires das masmorras interiores e o deixes guiar-te sem temer. . Os muros são altos? Eu serei mais alto para estar perto de ti. A distância é muita? Eu farei uma ponte com os meu braços para te ter junto de mim. Há espinhos? Serei rosa vermelha para tingir de vida o teu corpo gelado pelo receio. Há curvas sinuosas? Serei um guia que acompanhará os teus passos trilhando a teu lado até à libertação. Fechas os olhos e choras copiosamente num momento de solidão que ninguém vê e apetece-te desistir. Apetece-te largar o mundo? MAs então há dois mundos que precisam e querem que sejas o seu universo. Um é mais pequeno e chama-te doce o outro é maior e chama-se ternura. Um deles é ele, o outro sou eu. . Sento-me num banco de jardim. No rio a água não corre para me lavar o rosto, mas eu naufrago na saudade mesmo sem barco nem água. Tenho os lábios secos, com sede de ti. . Atravesso o caminho envolto pelas árvores sorrateiramente. Fico perto. Olho o céu mais uma vez. Brilhas. . Há no meu peito um amor inquebrável. Um medo intenso de te perder, mas uma certeza absoluta de que não perderei. . Há no teu peito um amor inquebrável Um medo intenso de me perderes e ainda outros que conheço e consigo sentir quando te olho e os vejo de forma tão transparente e visível perante o que és e o que sinto. E não me perderás. . Deitas a cabeça na almofada, sou estrela que te observa pela janela: nua. . Eu vejo-te, e não me desiludo. E não fujo E gosto de ti, porque és tu. E eu amo-te como és. Puxas o lençol sobre o corpo e adormeces. Ajeito-o melhor. Ilumino-te. Não deixo que haja mais escuridão e afasto a que aparecer. . Ao teu medo junto o meu. Da minha certeza absoluta que nunca me fartarei de ti, que nunca deixarei de te amar que nunca desistirei. E rezo, e peço ao teu coração que nunca se farte, que nunca desista, que nunca desistas. Que a vontade é maior que qualquer medo! Que nada conseguirá vencer este amor infinito porque nada conseguirá ser mais poderoso nem resistir-lhe! . Que somos almas gémeas que uma vez juntas nada nem ninguém separará. . Diz-me que somos como um só ser. E que um único ser nunca pode dissolver-se. . Sente como eu sinto, e juntos como um só triunfaremos com o nosso amor. . Desistir? Nunca, nunquinha! . O medo diluir-se-á e será apenas uma lembrança que fortalecerá a cada dia esse amor intemporal...! . Entrego-me a ti. Fica comigo porque eu já te pertenço. . Contra todos os medos: merecemos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ponto de luz



As pestanas enraivecidas
transbordam do relógio oculto
que esconde os olhos amargurados,
desmaiados num lago
que naufraga no barco da dor.
.
Criei raízes profundas de sentimentos
que alimentaram a minha esperança,
resgatando-me do abismo trémulo,
onde passava horas a sofocar-me
na precisão do quartzo louco.
.
Renasci no teu sorriso de céu,
vi-me no brilho das tuas estrelas,
ouvi-me na tua carne doce,
respirei-me no toque da tua pele;
senti-me no paladar das tuas mãos,
sucumbi de desejo nos teus abraços,
dissolvi-me de felicidade
no inesquecível instante de amar-te.
.
Hoje respiro a secreta ternura
que deambula entre a mágoa
e a paixão avassaladora
que permanecerá para sempre.

.

Não sei mais como erguer este coração de cristal estilhaçado, frágil, indomável.
.
Não sei como adormecer sem o ponto de luz,
único e insubstituível,
que és na sombra minha vida.


rainbowsky