sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Impossível



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Impossível descrever a dor que sinto.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Resistir, sempre!



Esta dor que me rasga
dilacera sem parar
chama-se solidão
de querer-te tanto tanto
e não te ter aqui
para amar.
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Esta noite gelada
faz-me tremer o coração.
Tanta ânsia
tanto desejo
de te abraçar com ternura
minha doce paixão.
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Esta amargura de olhar-te...
o querer tocar-te
e não poder
de querer beijar-te
e não estarmos sós;
De querer falar-te
tudo o que sinto
sem poder explicar-te
por palavras
o que está para além de tudo!
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Meu corpo treme
quando no abraço puro
me sinto amado em silêncio
e se tranquiliza este ardor.
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Se soubesses o quanto sinto,
se soubesses o quanto quero.
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Voam pássaros no céu
e há estrelas nos meus olhos
a tombar pelo rosto.
Apetece-me gritar
o sufoco que me vai dentro do peito.
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Ir pelo prado fora
de mão dada contigo
acariciando o teu rosto levemente
e os teus lábios de seda pura
tocarem os meus
numa dança de frescura.
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"Estarei sempre contigo.
Serás a minha eterna primavera
seja qual for a estação que se revela...
flores cobrirão nossos caminhos
um grande amor aquecerá o nosso ninho
e será eterno como a nossa primavera."
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Tenho a insónia presa ao meu corpo.
Será que chega ao teu coração
tudo aquilo que sinto?
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Vou por uma corda suspensa no ar.
O caminho é sinuoso, muito sinuoso...
A tristeza parece a minha sombra,
mas eu resisto.
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Fecho as pálpebras e respiro fundo:
uma, duas, três... mil vezes.
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Dói a ausência,
mas torna-me forte este amor infinito.
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Dói.
Magoa.
Mas é mais poderoso o querer(-te).
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Não desisto.
Não desisto.
Não desisto!!!
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"Eu mimo-te para sempre
e tu mimas-me a mim.
Pode ser? "
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"Sim, pode"
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Para Sempre.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Preciso



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As horas brilham,
cantam-me sobre o amor.
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Chove lá fora
tem de haver outra forma
de demolir as torres de espuma
que me separam de um dia bem melhor.
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A noite é para mim
de um frio cortante,
há um instante
em que percorro
todas as ruas a respirar-te
para ver se te encontro os lábios,
ao fechar os olhos
e fingo que estás mais aqui
apesar de estares sempre comigo.
Tenho o corpo como uma folha de papel:
a chuva fragiliza-me.
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Não me apetece abrir os olhos.
Preciso dos teus lábios
para iluminarem a escuridão da minha alma.
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Preciso tanto...
De ti...
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A razão



Preenches espaços que ficam entre uma
e outra chávena de café.
O aroma que me fica na língua
depois de humedecer os lábios
fala-me nas horas que passo
à procura da tua voz.
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Envias-me beijos que se escapam
e se vertem com o café sobre a mesa -
estilhaçados pelo chão os restantes
abordam-me.
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Tenho mãos de manteiga,
coração em banho-maria,
caramelo na pele.
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À sombra de uma palmeira
por cada abraço silencioso que te dou
fico mais forte.
- Abalas com sismos a minha nostalgia.
É por isso que adoro as réplicas
que fumegam na chávena,
o aroma
de quando estamos juntos,
me sorris...
Quando te digo com o olhar que te amo.
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É essa a razão das mãos ficarem vazias.
Quando estou sem ti e me sinto sozinho.
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domingo, 8 de novembro de 2009

Sonho de Almas e Corações inseparáveis




A minha alma levantou-se de entre os lençois de sentimentos
afastou os cobertores cristalinos adormecidos no olhar
concordou com a voz da cama que era altura de se separarem,
de voltarem a sentir-se outra vez na noite seguinte
quando as estrelas e os anjos acordassem da bruma.

Calçou uns chinelos, ainda nua e caminhou pela casa
que batia a cada segundo. Queria desgastar os chinelos
de saudades e abraçar-se a lareira acesa
onde o calor do amor era mais puro e intenso.

Vestiu uma roupa leve feita em teares pelas princesas
das magoas, e quis ali mesmo deixar bem clara a sua voz.
Por isso ajeitou a roupa com confiança, colocou o seu
chapeu alto e falou com as arvores e o vento la fora.
Respirou ao abrir as portas que não podia controlar
e deixou entrar o perfume vindo das terras do sul.

Correu ate a estação de comboios a cerca de vonte quilometros
e aguardou o retomar do fôlego, das mãos que dentro
do peito reclamavam com carinho as saudades liquidas.
Mas a tempestade veio quando o comboio passou sem parar.
Os guarda-chuvas e as folhas das arvores abriram-se,
porque tambem choravas.

Decidida a dar-te a mão chamou um "comboitáxi",
que não era mais que um taxi indo pela estrada
sinuosa da esperança, em busca da próxima paragem.

E foi aí que te abraçou. Foi aí que o coração chorou
mais alto de tanta emoção. Voltou para casa levando-te
sobre uma almofada de beijos, pairando no ar,
e entrou na sua casa contigo.

Tanto tempo e já as estrelas e os anjos, como era
suposto, estavam ali. Desta vez um pouco mais cedo
para serem testemunhas do momento.

A chuva parara. Havia evaporado nas cortinas da janela,
para que o luar entrasse no seu lugar;
e para que os pára-brisas tocando-se entre o brilho
fossem as tuas pestanas nos teus olhos doces.

Ganhou sono. Pediu-te colo como uma criança cansada
de correr nas brincadeiras onde só o riso tinha lugar.
Quis sentir o ondular dos teus dedos no cabelo
como se o mar ali estivesse todo e a brisa fosse o teu respirar.
As ondas eram pequenas e ao largo o mar estava calmíssimo.
só a minha alma e tu estavam na areia.

A praia estendia-se ao longo de quilómetros.
A fogueira nas dunas ao nosso lado iluminavam
os rostos.

A minha alma dormia dentro de mim, na sua casa...
Que batia... o meu coração.
Aí dormia a tua alma junto da minha
e o coração batia abraçado no meu.

Cá fora eu adormecera com a cabeça deitada no teu colo
e tu adormeceras a tocar o anjo...

A tranquilidade era absoluta...

Os lençóis de estrelas confortavam-nos
e os cobertores de luar cristalino cheios de anjos
tornavam o nosso sono divino...