segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Saudade III



O sol esconde-se no horizonte.
Vou pelo frágil pontão de madeira
que a tempestade quis derrubar
mas não conseguiu.
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Sento-me
e com um brilho nos olhos
respiro a brisa que há-de trazer novos abraços
dos teus braços e dos meus.
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Tenho esperança.
Desejo.
Amor infinito para dar.
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A noite cai.
Mas nada derruba este querer.
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Tenho-te no meu peito
E hei-de ter-te do meu lado para sempre:

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SENTE COMIGO
- E O AMOR VENCERÁ.
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mensagem e desejo: Ser o teu mundo infinito




Hoje mandei-te um aviso pelo correio
com a seguinte mensagem:

"Amanhã vou montar um estaleiro no teu coração.
Não te assustes com as manobras e os ruídos pela manhã.
Imagina-me canto dos pássaros, riacho da montanha,
palavra amena, verso sincero, perfume sem fim!"
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Vou habitar em ti para sempre.
Com amor eterno.
Dá-me também o teu.
O amor. Eterno.
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Quero ser o teu mundo infinito
pois és já o meu!
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Chama



A chama da noite caindo sobre mim
Na espera de te ter perto como luar,
Abrir a janela do teu peito até ao fim
E entrar pelo teu mundo a flutuar.
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A chama derramando consentimento,
Um gesto perfumado de prazer
Uma luz aberta nos olhos no momento
Em que se abre a rosa a florescer.
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A chama forte humedecida, sem greve
Num gesto de harmonia e delicadeza...
Um sopro e tanto riso puro e leve.
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A chama fugindo na derradeira loucura,
Um olhar doce brilhando de contentamento
Quando nos entregamos um ao outro com ternura.

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Boa noite meu amor...



A noite fresca conversa com a lua embriagada pela
minha insónia na tua ausência. Solto uma lágrima por não

te ter aqui.
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Sonha comigo.
Deixa ondular os anjos no teu pijama.
Sorrio.
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Dorme bem, com as pálpebras levemente acariciadas
pela brisa dos meus beijos invisíveis e distantes.

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Estou sempre contigo.
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- Boa noite meu Amor.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

O rio corre...



A água corre sobre as pedras do rio,
a lua no alto espelha no fundo...
Eu sinto um longo arrepio
do meu corpo triste e profundo.
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Sei que hoje existo no teu coração
de uma forma poderosa
preocupo-me e dou-te a mão
mesmo na estrada mais sinuosa.
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Esta ânsia de querer-te
passa os dias a crescer
e tenho um olhar a dizer-te
que o que sinto não se vai perder.
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Fecho a mãos com força de tanto amor
ouço o grito do meu peito...
é indestrutível esta chama de fervor
que me acompanha sempre no leito.
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E compreendo-te melhor que imaginas
preocupo-me deveras e sinto
que há em ti um confuso campo de minas
que te causa angústia - eu pressinto.
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Mas todos os dias te beijo
e tu nem dás por isso...
que é todo o meu desejo
nos teus lábios um feitiço.
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Queria conseguir dizer-te
que és mais que algum dia irás saber
e consigo entender-te
que estás num labirinto a sofrer.
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E eu só quero ver esse sorriso
a voar livre doce e profundo
pois é só isso que preciso
para te mostrar que és o mundo.
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Está cada vez mais frio
não páro de tremer..
nos lençóis tenho um rio
silencioso a entristecer.
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Mas grito mesmo amordaçado
que é mais forte o coração
nada me fará cair para o lado
nem me tirará a determinação.
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Olhos nos teus olhos castanhos
e as células agitam-se sem parar
os meus olhos vão a banhos
mas não afogam este amar.
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Não sei nadar no firmamento
nem tão pouco ver para lá do horizonte
mas resisto a ondas em movimento
pois és tu inesgotável fonte.
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Esta minha sede não é de água pura
ou de perfume selvagem
é de tocar-te com ternura
neste trajecto, nesta viagem.
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O rio continua a correr
e eu continuarei a amar
corro por esta sede de beber
sem desistir de lutar.
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As margens são bravias
e há mágoa por aí à solta
mas por mais que sejam sombrias
meus dedos tocam-te em toda a volta.
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Se pudesse explicar-te esta fonte
que corre em ti sem fim
perceberias que o rio que nasce no monte
desagua do teu corpo para dentro de mim.
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Os céus sabem que a verdade
é que este sentir é intemporal
estarei sempre aqui na saudade
no bem, no assim assim e no mal.
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A água em mim vai correndo
o rio corre na face em plenitude...
e da tua alma temendo
nascem passos de inquietude.
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O vento empurra as folhas contra a corrente...
A noite vai cada vez mais gelada...
mas eu amo-te tão docemente
que só a tua ausência me gela - mais nada.
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